sexta-feira, 4 de maio de 2012

más una noche cualquier
viernes
he oido tu silencio
lejos de todo lo que vale la pena
no tengo mucho que hacer
el corazón destrozado
y la luna llena
un trago
un puro
una canción
y una poesia...
quizas te quiero mucho
demasiado hasta para mi que ya no pienso
en mi
que ya soy agua de tu cuerpo
envuelta de tus momentos
en esa casa pequeña
que somos nosotros
se pudesse hoje,
nesse exato momento
nesse segundo insano
simplesmente
desaparecer...
encontraria a perfeição dos sentidos...
e a capacidade do desejo...
Sobre as águas do Tejo
e a Baixa iluminada
sinto a dor de amadurecer
quando seus braços tocavam meu cabelos
naqueles segundos infinitos
podia não pensar em voar
e morrer ali por um momento
por onde andas tu meu girassol?
junto as estrelas e a lua cheia
junto ao cheiro da primavera
junto a minha voz rouca
que não cansa de chamar o seu nome
Laudelina , Laudelina
como podes me deixar aqui
nessa escuridão de mundo
nessa imensidão de sofrimento
nem as águas do além-mar
nem o suor de um velho continente
nenhuma palavra
nenhuma
e nem nada
fazem de conta a sua falta....

pensei em te dizer tantas coisas hoje..
algumas faziam sentido
outras talvez nem tanto
Estive no inferno de alguma lágrimas ressecadas
faziam tempo que não rolavam
mas saíram com alguma raiva
e algum ressentimento
tentei contornar seus passos
talvez simplesmente não os entenda
talvez minha capacidade ínfima de poeta não seja exatamente sensível
fiz algumas juras e promessas
para mim mesma
nem sempre elas são escutadas
ai.. maldito coração
porque me maltratas?
porque não me salvas dessa mudez seca?
penso que espera que eu suma
e acredite que por muitas vezes
é essa minha simples e inútil vontade..


quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Bom mesmo é ir à luta com determinação,
abraçar a vida com paixão,
perder com classe
e vencer com ousadia,
porque o mundo pertence a quem se atreve
e a vida é "muito" para ser insignificante.

Augusto Branco

terça-feira, 18 de outubro de 2011


O pássaro e o homem tem essências diferentes.

O homem vive à sombra de leis e tradições por ele inventadas;

o pássaro vive segundo a lei universal que faz girar os mundos.

Acreditar é uma coisa; viver conforme o que se acredita é outra.

Muitos falam como o mar, mas vivem como os pântanos.

Muitos levantam a cabeça acima dos montes;

mas sua alma jaz nas trevas das cavernas.

A civilização é uma arvore idosa e carcomida,

cujas flores são a cobiça e o engano e cujas frutas

são a infelicidade e o desassossego.

Deus criou os corpos para serem os templos das almas.

Devemos cuidar desses templos para que sejam

dignos da divindade que neles mora.

Procurei a solidão para fugir dos homens, de suas leis,

de suas tradições e de seu barulho.

Os endinheirados pensam que o sol e a lua e as estrelas se levantam

dos seus cofres e se deitam nos seus bolsos.

Os políticos enchem os olhos dos povos com poeira

dourada e seus ouvidos com falsas promessas.

Os sacerdotes aconselham os outros,

mas não aconselham a si mesmos,

e exigem dos outros o que não exigem de si mesmos.

Vã é a civilização. E tudo o que está nela é vão.

As descobertas e invenções nada são senão brinquedos

com a mente se diverte no seu tédio.

Cortar as distâncias, nivelar as montanhas,

vencer os mares, tudo isso não passa de

aparências enganadoras, que não alimentam o

coração e nem elevam a alma.

Quanto a esses quebra-cabeças, chamados ciências e artes,

nada são senão cadeias douradas com os quais o homem

se acorrenta, deslumbrados com seu brilho e tilintar.

São os fios da tela que o homem tece desde o inicio

do tempo sem saber que, quando terminar sua obra,

terá construído a prisão dentro da qual ficará preso.

Uma coisa só merece nosso amor e nossa dedicação, uma coisa só...

É o despertar de algo no fundo dos fundos da alma.

Quem o sente não o pode expressar em palavras.

E quem não o sente, não poderá nunca conhecê-lo através de palavras.

Faço votos para que aprendas a amar as tempestades em vez de fugir delas.

(Kahlil Gibran)

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Límites
 ¿Quién dijo alguna vez: hasta aquí la sed, hasta aquí el agua?
 ¿Quién dijo alguna vez: hasta aquí el aire, hasta aquí el fuego?
 ¿Quién dijo alguna vez: hasta aquí el amor, hasta aquí el odio?
 ¿Quién dijo alguna vez: hasta aquí el hombre, hasta aquí no?
 Sólo la esperanza tiene las rodillas nítidas.
Sangran.

Juan Gelman
pensei em te por no colo esses dias
fazer com que seus problemas fossem meus
e que mais nada fosse seguro
pensei em te dizer tantas coisas esse dias
só pude sentir seu perfume morno
e vigiar o seu sono
pensei em ... pensei em...
pensei tanto que fui você esses dias....