prefiero la noche
Textos que não fazem de conta. (y otras cositas más)
sexta-feira, 4 de maio de 2012
e a Baixa iluminada
sinto a dor de amadurecer
quando seus braços tocavam meu cabelos
naqueles segundos infinitos
podia não pensar em voar
e morrer ali por um momento
por onde andas tu meu girassol?
junto as estrelas e a lua cheia
junto ao cheiro da primavera
junto a minha voz rouca
que não cansa de chamar o seu nome
Laudelina , Laudelina
como podes me deixar aqui
nessa escuridão de mundo
nessa imensidão de sofrimento
nem as águas do além-mar
nem o suor de um velho continente
nenhuma palavra
nenhuma
e nem nada
fazem de conta a sua falta....
algumas faziam sentido
outras talvez nem tanto
Estive no inferno de alguma lágrimas ressecadas
faziam tempo que não rolavam
mas saíram com alguma raiva
e algum ressentimento
tentei contornar seus passos
talvez simplesmente não os entenda
talvez minha capacidade ínfima de poeta não seja exatamente sensível
fiz algumas juras e promessas
para mim mesma
nem sempre elas são escutadas
ai.. maldito coração
porque me maltratas?
porque não me salvas dessa mudez seca?
penso que espera que eu suma
e acredite que por muitas vezes
é essa minha simples e inútil vontade..
quarta-feira, 19 de outubro de 2011
Bom mesmo é ir à luta com determinação,
abraçar a vida com paixão,
perder com classe
e vencer com ousadia,
porque o mundo pertence a quem se atreve
e a vida é "muito" para ser insignificante.
terça-feira, 18 de outubro de 2011

O pássaro e o homem tem essências diferentes.
O homem vive à sombra de leis e tradições por ele inventadas;
o pássaro vive segundo a lei universal que faz girar os mundos.
Acreditar é uma coisa; viver conforme o que se acredita é outra.
Muitos falam como o mar, mas vivem como os pântanos.
Muitos levantam a cabeça acima dos montes;
mas sua alma jaz nas trevas das cavernas.
A civilização é uma arvore idosa e carcomida,
cujas flores são a cobiça e o engano e cujas frutas
são a infelicidade e o desassossego.
Deus criou os corpos para serem os templos das almas.
Devemos cuidar desses templos para que sejam
dignos da divindade que neles mora.
Procurei a solidão para fugir dos homens, de suas leis,
de suas tradições e de seu barulho.
Os endinheirados pensam que o sol e a lua e as estrelas se levantam
dos seus cofres e se deitam nos seus bolsos.
Os políticos enchem os olhos dos povos com poeira
dourada e seus ouvidos com falsas promessas.
Os sacerdotes aconselham os outros,
mas não aconselham a si mesmos,
e exigem dos outros o que não exigem de si mesmos.
Vã é a civilização. E tudo o que está nela é vão.
As descobertas e invenções nada são senão brinquedos
com a mente se diverte no seu tédio.
Cortar as distâncias, nivelar as montanhas,
vencer os mares, tudo isso não passa de
aparências enganadoras, que não alimentam o
coração e nem elevam a alma.
Quanto a esses quebra-cabeças, chamados ciências e artes,
nada são senão cadeias douradas com os quais o homem
se acorrenta, deslumbrados com seu brilho e tilintar.
São os fios da tela que o homem tece desde o inicio
do tempo sem saber que, quando terminar sua obra,
terá construído a prisão dentro da qual ficará preso.
Uma coisa só merece nosso amor e nossa dedicação, uma coisa só...
É o despertar de algo no fundo dos fundos da alma.
Quem o sente não o pode expressar em palavras.
E quem não o sente, não poderá nunca conhecê-lo através de palavras.
Faço votos para que aprendas a amar as tempestades em vez de fugir delas.
(Kahlil Gibran)
segunda-feira, 26 de setembro de 2011
¿Quién dijo alguna vez: hasta aquí la sed, hasta aquí el agua?
¿Quién dijo alguna vez: hasta aquí el aire, hasta aquí el fuego?
¿Quién dijo alguna vez: hasta aquí el amor, hasta aquí el odio?
¿Quién dijo alguna vez: hasta aquí el hombre, hasta aquí no?
Sólo la esperanza tiene las rodillas nítidas.
Sangran.
Juan Gelman